A pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revela que 66,5% das famílias brasileiras estavam endividadas em outubro deste ano.
Ainda de acordo com o levantamento, 26,1% estavam com dívidas ou contas em atraso e 11,9% não teriam condições de realizar o pagamento.
Ao se deparar com esses números não é difícil perceber a importância da educação financeira para jovens e adultos de todo o país. Além de aprender a se planejar e a economizar, o melhor entendimento sobre as finanças pessoais pode incentivar o consumo com mais responsabilidade, sem excessos.
O Portal Progredir, iniciativa do Governo Federal para gerar emprego e renda e promover a autonomia das pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), agora conta com um curso de educação financeira.
O curso é voltado exclusivamente a mulheres empreendedoras que buscam independência financeira e sonham em ter ou melhorar o próprio negócio.
"Queremos que essas mulheres sejam capazes de desenvolver habilidades financeiras e planejar o futuro do seu próprio negócio", afirma Manoel Eugênio Guimarães, coordenador-geral de Empregabilidade e Empreendedorismo da Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva do Ministério da Cidadania.
A boa notícia é que o curso é oferecido de maneira online e gratuita. As inscrições para o curso de educação financeira são realizadas pelo Portal Progredir. Ao todo, são 11 videoaulas que abordam temas, como:
- Saúde Financeira do Negócio;
- Serviços Digitais; e
- Gestão de Crise.
(Foto: Pixabay)
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Em 2021, apenas os mais ricos vão se beneficiar da recuperação econômica
Em 2021, os brasileiros terão uma redução nos ganhos, com exceção das famílias da classe A - com rendimentos acima de R$19,4 mil por mês - , que se beneficiarão mais rapidamente da recuperação econômica e aumentarão a renda, segundo levantamento da consultoria Tendências.
Com a confirmação da projeção, o resultado será o aumento na desigualdade. Como cantado nos anos 1990 pelo grupo musical As Meninas: os ricos ficarão mais ricos e os pobres, mais pobres.
Segundo Alessandra Ribeiro, sócia e diretora da área de Macroeconomia e Análise Setorial da Tendências, a classe A sofreu menos com a crise, conseguindo não perder renda mesmo com a queda no PIB. Já em 2020, as famílias mais ricas tiveram um ganho modesto de 0,8% nos rendimentos.
Auxílio emergencial
O auxílio emergencial injetou mais de R$275 bilhões na economia brasileira e, com isso, aumentou a renda dos mais pobres em 20,9%. Porém, com o fim do benefício neste mês, essa realidade deve mudar.
Sem o programa, é esperada uma queda acentuada nos rendimentos das famílias das classes D e E, que ganham até R$2,6 mil por mês. Segundo a consultoria, essa redução será de 15,4% e, no próximo ano, 930 mil famílias passarão a fazer parte dessas classes.
"Nesse ano de 2021, vamos ver o reverso da medalha. As classes D/E vão sofrer com o efeito adverso do mercado de trabalho, sem a transferência de renda para sustentar. Em um cenário de retomada gradual, a saída do auxilio emergencial não é compensada pelo mercado de trabalho", diz Alessandra.

















