A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) realizou nesta quarta-feira, 8, a entrevista de admissão para 34 candidatos aprovados no 11° Concurso de Residência Jurídica na Escola de Advocacia Pública (Esap).
Segundo a PGE, a entrevista, pautada pela seleção por competências, é inédita na história da Instituição e esta triagem específica garantirá que o levantamento de informações pessoais fique alinhado às necessidades dos setores que absorverão os residentes.
Em nota enviada à FOLHA DIRIGIDA, a procuradora-assessora da Secretaria de Gestão, Juliana Capella, explicou:
“Antes, a designação dos candidatos acontecia por simples escolha dentre as vagas disponíveis, de acordo com a ordem de classificação dos candidatos, sem qualquer consideração das habilidades e aptidões pessoais ou mesmo das necessidades de cada órgão. A entrevista - baseada nas técnicas de metodologia comportamental – nos ajudará a identificar as competências dos candidatos e ajustá-las às necessidades da instituição”.
Após as entrevistas, os perfis dos novos residentes serão analisados e adequados às vagas existentes na Instituição. De acordo com o Diretor-Geral da Esap/PGE-RJ, Rodrigo Valadão, o recrutamento e a seleção mais eficazes criam oportunidades de crescimento e desenvolvimento de carreira e um ambiente de aprendizagem permanente, além de mais produtivo.
“Foi muito gratificante identificar perfis, aptidões e, principalmente, perceber o quanto podemos inspirar esses jovens, enquanto advogados públicos. Ver os olhos de alguns candidatos brilhando, ao mencionarem o nome da PGE-RJ, traz uma grande responsabilidade", concluiu o procurador.
Intercâmbio de Gestões Rio x Bahia
Ainda conforme a Procuradoria Geral do Estado do Rio, a seleção articulada para a admissão do 11º Concurso de Residência Jurídica da Esap/PGE-RJ, foi inspirada no modelo de Gestão por Competências impresso no Programa de Estágio de Pós-graduação da PGE-BA, desde 2017.
"A análise comportamental de perfil e da formação técnica do candidato tem sido adequada à exata necessidade de cada núcleo da PGE-BA. A rotatividade e o turn-over dos estagiários ficaram baixíssimos, desde quando iniciamos a implementação. Além disso, os elogios às performances também se tornaram uma constante, já que atuam estimulados por serem aproveitados em seus conhecimentos, habilidades e atitudes", disse Alzemeri Britto, procuradora do Estado da Bahia.
(Foto: PGE-RJ/ Divulgação)
A procuradora, que auxilia a PGE-RJ na execução do convênio firmado entre as duas Instituições, complementou:
"Aproveitamos a experiência da Bahia e aprimoramos o modelo para o Rio de Janeiro, desenvolvendo uma escuta prévia parametrizada das chefias, para que as lotações fossem escolhidas da forma mais proveitosa para todas as partes". Alzemeri Britto tem MBA em Educação Corporativa e Gestão do Conhecimento, e também é coach profissional e analista comportamental.
















