O mês de agosto é considerado o mês da advocacia e este ano a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu comemorar promovendo a representatividade. Foi lançada uma campanha em defesa das prerrogativas das mulheres negras advogadas.
O objetivo da ação é ampliar o debate sobre a importância da diversidade nas instituições. Além disso, a OAB pretende lançar luz para a luta das advogadas e mulheres negras na advocacia e na sociedade brasileira.
“O racismo estrutural, que persiste em nosso país, marca a vida das advogadas negras com desafios, preconceitos e violações de prerrogativas próprios e é preciso trazer à luz essa realidade. Mais do que isso, são necessárias ações institucionais e compromissos individuais e coletivos no enfrentamento ao racismo”, afirmou a presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada (CNMA), Daniela Borges.
Durante todo o mês serão publicadas, nas redes sociais da OAB Nacional, depoimentos e postagens com informações sobre a luta dessas mulheres.
Os relatos retratarão situações de abusos e violações sofridas, de modo a reforçar com o público a defesa das prerrogativas das mulheres negras advogadas.
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(Foto: Reprodução/OAB CE)
Representantes destacam importância da iniciativa
Silvia Cerqueira, presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade (CNPI), avaliou que com a Ordem dando visibilidade ao tema, a importância da mulher negra advogada nos fóruns e tribunais será reforçada. Já Mariana Lopes, membro consultora da CNMA, ressaltou que esta trata-se de uma “ação antirracista e afirmativa, que dá visibilidade às mulheres negras no exercício profissional da advocacia”.
“A desigualdade de gênero e racial da nossa sociedade traz desafios específicos para as advogadas negras, na atuação profissional, na garantia de suas prerrogativas e também na sua representatividade dentro da OAB. O objetivo central da campanha é dar visibilidade e voz a esses desafios, com o compromisso da Ordem de trabalhar todos os dias para superá-los", disse o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz.
A ideia da inciativa também é mostrar que a história da mulher negra no Brasil, marcada pelo desrespeito, preconceito e discriminação não foi diferente na advocacia. A campanha pretende reforçar os canais de atendimento da Ordem na defesa das prerrogativas.
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OAB orienta advogadas que tiveram suas prerrogativas violadas
“Recentemente, ouvimos depoimentos de mulheres advogadas negras que nos fazem acreditar que é necessário um núcleo específico para debater esse assunto. A ideia é proporcionar também um canal direto de denúncias, nos espaços do Conselho Federal, para o enfrentamento desse grave problema”, disse Alexandre Ogusuku, presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia.
A advogada que tem sua prerrogativa violada pode procurar a Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia. Ou, ainda, a Comissão de Defesa de Prerrogativas e Valorização da Advocacia de sua própria seccional.
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Caso a violação ocorra em processos judiciais, a advogada deve acionar a Procuradoria Nacional de Defesa das Prerrogativas do Conselho Federal ou a Procuradoria da OAB do seu estado.
Outra opção disponibilizada pelo Conselho Federal da Ordem é o Canal Prerrogativas, que pode acessado por meio do site Prerrogativas.org. No canal, as advogadas podem acessar a plataforma Defenda-se, que disponibiliza um repositório de peças processuais e representações para auxiliar na defesa de situações de violação das prerrogativas da advocacia.
















