A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia divulgou nesta terça-feira, 28, os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
De acordo com o levantamento, o saldo de empregos formais ficou negativo no primeiro semestre de 2020, em 1.198.363. O número resulta de 6.718.276 de admissões contra 7.916.639 desligamentos.
A quantidade total de vínculos ativos com carteira assinada ficou em 37.611.260. O salário médio de admissão em junho foi de R$ 696,92.
Emprego formal no Brasil no primeiro semestre de 2020
| Contratações | 6,71 milhões |
| Demissões | 7,91 milhões |
| Saldo | 1,19 milhão |
Somente no mês de junho, as demissões de empregos formais no Brasil chegaram a 906.444, enquanto as admissões registradas foram 895.460. Com isso, o saldo negativo do último mês do semestre ficou em 10.984 vagas.
Mas o número é inferior ao registrado em maio, que teve saldo negativo 350.303. A secretaria de Previdência e Trabalho destacou que em junho o mercado formal de trabalho apresentou melhora em relação ao mês anterior.
“Junho teve 16% menos desligamentos (166.799) e 24% mais admissões (172.520) do que maio.”
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Agropecuária teve saldo positivo, mas comércio e serviços perderam vagas
O setor com o melhor desempenho foi o da agropecuária, com 36.836 novas vagas abertas. Seguido pela construção civil, com 17.270 postos de trabalho.
Já os setores de comércio e serviços registraram saldos negativos. Foram fechadas 16.646 e 44.891 vagas de emprego, respectivamente.
No comparativo entre as regiões, Centro-Oeste, Norte e Sul tiveram resultados positivos: os saldos são de 10.010, 6.547 e 1.699 vagas abertas, respectivamente.
Mas a Região Sudeste ficou com os prior números, tendo fechado o mês de junho com menos 28.521 vagas. No Nordeste, o saldo ficou negativo em 1.341.
Entre as unidades da Federação, o melhor resultado foi registrado no Mato Grosso com a abertura de 6.709 vagas de trabalho. O pior resultado foi no Rio de Janeiro que em junho registrou o fechamento de 16.801 vagas.
(Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil)
Pandemia desacelera, mas futuro ainda preocupa
Os números divulgados nesta terça-feira, 28, pelo Caged demonstram que houve um desaceleramento do desemprego no Brasil se comparados aos meses anteriores, em que a pandemia estava no início.
Por isso há especialistas que acreditam que o pior da pandemia já passou. Mas o futuro ainda é motivo de preocupação.
Acontece que, segundo informações do portal de notícias G1, integrantes da equipe econômica do Governo preveem um aumento nas demissões quando o programa de suspensão e redução de contratos de trabalho terminar.
Para muitas empresas isso já começa a ocorrer em agosto. Dos 14,81 milhões de contratos assinados com o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), 6,51 milhões são de suspensão dos contratos.
O benefício faz parte do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, medida de combate ao desemprego durante a pandemia do novo Coronavírus. E permite que empresários suspendam contratos ou reduzam a jornada de trabalho de funcionários em meio à crise.
“É nessa fatia que os técnicos do governo veem aumento de desemprego, porque muitas empresas não terão fôlego para manter o mesmo número de empregados”, analisa a jornalista Ana Flor do G1.
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