A espera pela aprovação do auxílio emergencial se torna cada vez mais cansativa e gera frustração em muitas pessoas que ainda aguardam pelo benefício. Por conta disso, a #AprovaDataprev chegou aos Trending Topics (TT's) do Twitter, com mais de 26 mil postagens só nesta segunda-feira, 11.
Desde o dia 7 de abril, quando o cadastro foi liberado, milhares de pessoas solicitaram o benefício. Um mês após a abertura e no caminho para o pagamento da segunda parcela, há milhares de pessoas que ainda não receberam nem a primeira parcela, o motivo: em análise.
A solicitação em análise tem preocupado os brasileiros que contam com o auxílio de R$600 para pagar as contas básicas. Muitos estão desempregados ou não têm rendimentos em meio à pandemia do novo Coronavírus, como é o caso dos Microempreendedores Individuais (MEIs).
Neste segunda-feira, 11, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que, até a próxima terça-feria, 12, deve sair a resposta da Dataprev para mais de 17 milhões de brasileiros, que aguardam pela aprovação do benefício.
No entanto, para pressionar o governo, a #AprovaDataprev chegou aos Trending Topics e revela o anseio daqueles que ainda aguardam pela aprovação da primeira parcela do auxílio emergencial. Confira!
A paciência para muitos brasileiros acabou!


A análise parece não ter fim...

E nem a promessa do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, ficou pra trás

Para alguns, o auxílio já não é mais emergencial

A minoria não parece tão minoria

E cada previsão é lembrada por quem espera a aprovação

E quem aguenta esperar tanto?

Já chegamos ao mesversário!

Presidente da Caixa fala sobre auxílio emergencial
A comissão mista da Câmara dos Deputados, destinada a acompanhar a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas ao Coronavírus (Covid-19), realizou nesta segunda-feira, 11, uma audiência pública com o presidente da Caixa, Pedro Duarte Guimarães.
A reunião abordou, além das filas no recebimento do auxílio emergencial de R$600, outras questões sobre o benefício. Diversos parlamentares questionaram o presidente sobre atrasos, pedidos negados e erros no cadastro.
Antes de responder às perguntas, o presidente Pedro Guimarães falou sobre as filas registradas nas últimas semanas. Segundo ele, dias atrás houve um erro de tecnologia e, por isso, muitas agências ficaram lotadas.
Confira abaixo as principais perguntas e respostas feitas sobre o auxílio emergencial!
Cronograma de pagamento
Sobre o cronograma de pagamento, Pedro Guimarães explicou que não é possível pagar os beneficiários do Bolsa Família e os mais carentes, que realizaram o cadastro pelo aplicativo da Caixa, em uma mesma data.
"Se nós pagarmos juntos aquela parte da população que precisa de ajuda para sacar, haverá filas. Não é teoria, você tem 7 milhões de brasileiros que não conseguem sacar sozinhos, que não conseguem mexer no aplicativo".
Como contestar o benefício negado?
Os trabalhadores que tiveram o pagamento do auxílio emergencial de R$600 negado podem contestar a decisão, segundo a Caixa Econômica Federal. O aplicativo possui a opção para recursos, após o resultado da análise ser concluído pela Dataprev, responsável por validar os dados.
Por que a primeira parcela não teve calendário?
"Porque não tinha uma base de dados, recebemos e pagamos. Para estes 30 milhões, nós poderíamos ter feito o que faremos na segunda parcela, pagamento por mês de aniversário".
Pagar todos de uma vez, segundo o presidente, gerou um problema que levou todas as pessoas às agências. "Só pagaremos quem puder receber. 60% das pessoas que foram às filas tinham dúvidas ou sabiam que não iam receber, mas achavam que poderiam receber", disse o presidente.
O desafio, segundo Pedro Guimarães, será pagar somente as pessoas que podem receber o benefício. "Janeiro recebe um dia, fevereiro no outro", explicou.
Quando será realizado o pagamento da segunda parcela?
"Ainda estamos fechando, mas iremos anunciar muito em breve o calendário da segunda parcela", disse o presidente.
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Auxílio emergencial poderá ser ampliado
Na última quinta-feira, 7, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, admitiu aos deputados e senadores que o auxílio emergencial de R$600 poderá ser ampliado. Segundo ele, há concordância do ministério com a inclusão, entre os beneficiários, de mães adolescentes e de pais solteiros.
"Vai haver a sanção o mais rápido possível e esses dois aperfeiçoamentos serão, garantidamente, sancionados pelo presidente", disse o ministro em reunião virtual com a comissão mista do Congresso - que acompanha os gastos do Governo Federal durante a pandemia de Covid-19 (Coronavírus).
Durante a reunião, o ministro falou sobre o Projeto de Lei 873/20, que amplia a lista de beneficiários do auxílio emergencial de R$600. Segundo Onyx Lorenzoni, não há garantia de que o presidente Jair Bolsonaro sancionará sem vetos o PL.
O PL foi aprovado pelo Congresso em 22 de abril e inclui cerca de 30 novas categorias na lista de beneficiários do auxílio emergencial, entre elas: quilombolas, diaristas, garçons, cabeleireiros, agricultores familiares, entre outras.
No entanto, além das mães adolescentes e das famílias monoparentais, os demais não devem ter o benefício garantido. Para o ministro, as categorias já são atendidas e, por isso, o projeto deve ser aprovado com vetos.

















